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A fome, o amor e o mal-estar na civilização

“São a fome e o amor que movem o mundo”, palavras do poeta-filósofo Schiller.

Freud publica em 1930 ‘Mal-estar na civilização’, evidenciando este antagonismo entre os instintos e a civilização, numa espécie de relação inversa entre a civilização e o livre desenvolvimento dos impulsos. Continuar a ler A fome, o amor e o mal-estar na civilização

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A minha tia Alice, a dúvida e a procura da verdade

Desde pequeno que me extasiavam as estórias da tia Alice, de fino recorte narrativo, enunciado assertivo e precisão mnésica infalível. Recordo a atitude altiva, o perfil elegante e finamente mulheril, o sorriso malicioso e a expressão bondosa que “encumeava” uma personalidade magnânima. Continuar a ler A minha tia Alice, a dúvida e a procura da verdade

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A Psicanálise de Poesia

Foi no final do século 19 que Freud escreveu em co -autoria  com Breuer «Estudos sobre a Histeria» e pouco tempo depois publicou « A Interpretação dos sonhos”.  Surgia assim a mais revolucionária das ciências do séc. XX, inaugurando-se o estudo do inconsciente e mudando para sempre o paradigma racionalista. Pela mesma altura  Auguste e Louis Lumière fazem em Paris, a 1a apresentação pública do cinematógrafo. Foi tão grande  o impacto de  « L´arrivée d`un train en gare de  La Ciotat » que levou Gorki a escrever « Last night I was in the Kingdom of Shadows». Continuar a ler A Psicanálise de Poesia

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AS ÁRVORES MORREM DE PÉ – Homenagem póstuma a Álvaro de Carvalho

Morreu um homem bom. Médico, Psiquiatra, Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, formado na (e pela) Psicanálise. Nome de árvore, o Álvaro de Carvalho era um homem vertical, um humanista e uma excelente pessoa. Continuar a ler AS ÁRVORES MORREM DE PÉ – Homenagem póstuma a Álvaro de Carvalho

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O que seria de nós sem os viajantes!

Transversal a toda a aprendizagem do Encontro, a interculturalidade é uma aprendizagem do singular-plural. E de um lugar terceiro: Eu, Outro e o que podemos construir em conjunto. Um espaço entre, onde coabitam raízes identitárias com florescências criativas por acontecer. Lugar de co-vivência, como diria Edgar Morin, de mestiçagens, alternativa ao pensamento binário, na linha de tensão entre o universal e o singular.   Continuar a ler O que seria de nós sem os viajantes!

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Um Natal diferente

Quando entrei na “gruta” de cuidados intensivos neonatais tive a sensação de entrar num bloco operatório, onde é exigida uma série de cuidados de assepsia. São rituais que têm o propósito de proteger o bebé, os pais e os visitantes dos perigos, quer internos quer externos, tendo uma função de envelope físico e psíquico.

Lá dentro, deparei-me com mais de uma dezena de incubadoras. Os bebés mal se viam, porque eram minúsculos comparativamente aos tubos e aos monitores maiúsculos, que davam conta dos seus sinais vitais.  Continuar a ler Um Natal diferente

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Natal: Mito da origem da vida

Bion diz que “os mitos são os sonhos da humanidade” e o Natal constitui-se inequivocamente como mito da origem da vida. Condensando as fantasias originárias, remete ao mito familiar pessoal e ao mundo interno enquanto narração mítico-onírica. Os seus ícones e rituais, produtos do sincretismo de lendas pagãs e cristãs, reportam-nos à intemporalidade do inconsciente.  Continuar a ler Natal: Mito da origem da vida