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Uma psicanalista no Parlamento Europeu

Palavras há que, quando nas nossas mentes são evocadas, abrem acesso a lugares internos à beira de se interceptar e de se significar. 

Para mim Bruxelas rima com janelas! Através delas espreitam: os bombons de Brel, Hergé com o seu Tintim, o cuco que (não) gostava de couves e… a Europa! Sonho de alguns para a convergência do interesse de muitos.

Rumo a Bruxelas, a viagem é tanto acessível quanto aprazível. 

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Casas e Pessoas

Há casas
cuja beleza começa no projecto (…) 

Há casas feitas à medida do homem (…)

Eugénio de Andrade 

A figura humana e a casa são dos primeiros temas que a criança representa nos seus desenhos. O tempo que lhes dedica e a concentração com que o faz revelam a importância que têm na sua vida. As primeiras representações gráficas da casa são por vezes curiosamente humanizadas, as “casas/pessoa”.  Continuar a ler Casas e Pessoas

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Encontros terapêuticos no Cazaquistão 

Em 2013 fui ao Cazaquistão onde participei num curso de psicoterapia psicanalítica, organizado por uma associação local. O curso era frequentado por naturais do Cazaquistão, maioritariamente mulheres. Diversas alunas pediram-me uma consulta individual. Falei em inglês e sempre na companhia de uma tradutora. A própria situação da consulta – terapeuta, paciente e tradutora – criou-me algum desconforto e hesitação. Continuar a ler Encontros terapêuticos no Cazaquistão 

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E quando a psicanálise sai de casa…

No seu comunicado de Bom Ano Novo, Virginia Ungar identificou, como uma das prioridades da administração actual da IPA, a intensificação do contacto e da presença da psicanálise junto da comunidade.

Salientou a importância de os psicanalistas “saírem dos seus consultórios” para que a expansão da psicanálise também resulte em real contribuição para o confronto com problemáticas humanas de especial dificuldade, devastação e complexidade. Continuar a ler E quando a psicanálise sai de casa…

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Os museus como espaços terapêuticos

Durante mais de 10 anos, como psicólogo de uma IPSS na área da saúde mental comunitária – Grupo de Acção Comunitária -, participei em visitas guiadas a museus, acompanhando um grupo de adultos com diagnósticos psiquiátricos de psicose. Desde as primeiras visitas senti que estar num museu podia constituir uma experiência terapêutica para os utentes e para mim próprio.  Continuar a ler Os museus como espaços terapêuticos