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Ciclo de Cinema “Há um psicanalista na plateia! O trauma no cinema”

Há um psicanalista na plateia! O trauma no cinema
Ciclo de cinema comentado
17 Outubro a 12 de Dezembro 2018
Cinema Medeia Monumental

Enquanto resposta à insegurança resultante de inúmeras ameaças reais ou subjectivas — colapso ecológico, crise económica, terrorismo, conflitos armados, retorno a várias formas de intolerância —, o trauma pode muito bem ser a marca de uma nova era que se vem instalando.
Um evento traumático envolve uma experiência ou uma série de experiências cujos impactos podem afectar as respostas/comportamentos do(s) sujeito(s) na sua vida quotidiana, desde as esferas sociais às esferas privadas e íntimas. Marcado pela cultura e pelos valores, do ponto de vista psíquico o trauma introduz uma ruptura no eixo espaço/tempo do indivíduo: paralisa a mente que fica condenada à repetição, na esperança de compreender e de se regenerar. Singular ou colectivo, o episódio traumático gera uma condição onde o afecto, associado à experiência, se torna da ordem do impensável e do irrepresentável, passando a ser vivido através da acção, e tendendo, quando não resolvido, a perpetuar-se transferindo-se geracionalmente, de pais para filhos, por vezes durante décadas.
O cinema tem vindo a apresentar-nos alguns ângulos de abordagem ao trauma, convertendo-se numa ferramenta útil para reflectir o modo como esta noção tem vindo a estruturar inúmeros discursos e visões sobre o nosso tempo e a nossa condição.

Organização: Instituto de História da Arte da FCSH-NOVA, Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Medeia Filmes e Leopardo Filmes

Curadoria: Bruno Marques, Cláudia Madeira, Conceição Tavares de Almeida, Giulia Lamoni, João Mendes Ferreira.