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Participação no Parlamento Europeu

No dia 8 de fevereiro teve lugar no Parlamento Europeu “European Young Peolple in Residential Care: The Appropriate Transition to Adulthood” no qual participou a colega Conceição Tavares de Almeida com uma apresentação sobre The Problem of Mental Health in Children & Young Peolple in Residential Care (Case Study: Portugal) – “Mental Health in the Portuguese Protection System“. Este convite enquadra-se num projeto que o Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde está a desenvolver, em parceria com a Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, sobre o estudo e prevenção da saúde mental no sistema de proteção.

Cartaz
Programa
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Manifesto da direcção da SPP sobre eleições no Brasil

Manifesto da direcção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise sobre eleições no Brasil

A situação extremada de conflito social e debate político violento nas próximas eleições do Brasil, com o recurso a argumentos de profundo desrespeito pela dignidade humana e pelo direito à diferença, gerando um clima de terror entre os eleitores e onde a democracia e a liberdade de pensamento estão ameaçadas,  levaram a direcção da SPP a tornar pública a sua manifestação de profunda preocupação e de sincera solidariedade para com os colegas psicanalistas brasileiros, seus familiares e para com todo o povo do Brasil.

Pela Direcção

 

 

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Situação política no Brasil – Carta aberta Psicanalistas SPP

Carta Aberta de membros da Sociedade Portuguesa de Psicanálise sobre situação política no Brasil

Como cidadãos do mundo e como psicanalistas estamos profundamente preocupados com a actual situação política vivida no Brasil, país que nos é particularmente querido pela história, pela língua e pelo trabalho que temos desenvolvido em comum. Conhecemos a sua riqueza, tanto do ponto de vista dos recursos naturais como humanos, sabemos da sua pujança, da sua capacidade de transformação, da sua enorme criatividade; infelizmente, também conhecemos as suas grandes desigualdades sociais e os problemas de pobreza extrema, de violência, de analfabetismo, de desespero e de medo.

A história tem-nos ensinado, e nós, portugueses, vivemo-lo na pele, que condições sócio-económicas e culturais frágeis, difíceis, são propícias ao surgir de arautos messiânicos que, auto proclamando-se salvadores da pátria, mais não fazem do que reforçar o poder de alguns à custa da repressão violenta de qualquer possibilidade de desenvolvimento de uma política realmente democrática, propiciadora do florescimento económico sustentado e do atenuar das desigualdades sociais.

Desta forma, incomoda-nos e inquieta-nos profundamente o cariz destrutivo, violento, misógino, racista do discurso que uma parte da classe política brasileira, através do seu porta-voz Bolsonaro, usa para ganhar votos. Sabemos que entre um discurso inflamado e uma prática efectiva pode medear um passo muito curto. E uma liderança tecida no ódio, no desejo de morte e de exclusão é um ataque à democracia, ao estado de direito e às liberdades fundamentais e só pode fomentar a destruição, o dividir para reinar, a corrupção, o medo, o embotamento, a impossibilidade/ dificuldade de ser, de sentir e de pensar, em suma, aquilo a que o psicanalista Réfabert (2001) chama “assassinato da alma”.

Todos devemos ter uma atitude activa, face ao risco de tão brutal violência nos âmbitos intrapsíquico, interpessoal e social. Não podemos ser cúmplices!

Membros da Sociedade Portuguesa de Psicanálise 

Luísa Branco Vicente

Maria Antónia Carreiras

Ana Sotto Mayor

Rui Aragão Oliveira

Pedro Salem

Maria Fernanda Gonçalves Alexandre

João Seabra Diniz

Ana Marques Lito

Isabel Margarida Pereira

Luís Robert Nogueira

Crisélia Sanromán

Sílvia Joas Erdos

Cristina Farias Ferreira

Maria Carmo Sousa Lima

Sandra Lacasta

Carina Brito da Mana

Joana Cardo da Costa

Pedro Job

Tiago Chagas

Maria Teresa Graça

Sandra Oliveira

Manuela Harthley

Isabel Quinta da Costa

Catarina Fernandes

Joana Bicho

Raquel Quelhas Lima

Maria José Gonçalves

Csongor Juhos

Emílio Salgueiro

Maria Deus Luís Brito

José Abreu Afonso

Isadora Pereira

Henriqueta Martins

Rita Marta

Filipe Cardoso Silva

Margarida Miranda

Catarina Rebelo Neves

Rita Gameiro

Filomena Carvalhinho Lopes

João Keating

Edviges Guerreiro

Andreia Cruz Gonçalves

Vítor Branco

Eugénia Soares

Bruno Raposo Ferreira

Maria Bibas Pereira

Carlos Ferraz

Conceição Tavares de Almeida

Inês Ataíde Gomes

Bruno Rosa

Conceição Melo Almeida

Ana Charro Garcia

Maria Teresa Sá

Ana Luísa Ferreira

Ana Belchior Melícias

Sónia Soares Coelho

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Ciclo de Cinema “Há um psicanalista na plateia! O trauma no cinema”

Há um psicanalista na plateia! O trauma no cinema
Ciclo de cinema comentado
17 Outubro a 12 de Dezembro 2018
Cinema Medeia Monumental

Enquanto resposta à insegurança resultante de inúmeras ameaças reais ou subjectivas — colapso ecológico, crise económica, terrorismo, conflitos armados, retorno a várias formas de intolerância —, o trauma pode muito bem ser a marca de uma nova era que se vem instalando.
Um evento traumático envolve uma experiência ou uma série de experiências cujos impactos podem afectar as respostas/comportamentos do(s) sujeito(s) na sua vida quotidiana, desde as esferas sociais às esferas privadas e íntimas. Marcado pela cultura e pelos valores, do ponto de vista psíquico o trauma introduz uma ruptura no eixo espaço/tempo do indivíduo: paralisa a mente que fica condenada à repetição, na esperança de compreender e de se regenerar. Singular ou colectivo, o episódio traumático gera uma condição onde o afecto, associado à experiência, se torna da ordem do impensável e do irrepresentável, passando a ser vivido através da acção, e tendendo, quando não resolvido, a perpetuar-se transferindo-se geracionalmente, de pais para filhos, por vezes durante décadas.
O cinema tem vindo a apresentar-nos alguns ângulos de abordagem ao trauma, convertendo-se numa ferramenta útil para reflectir o modo como esta noção tem vindo a estruturar inúmeros discursos e visões sobre o nosso tempo e a nossa condição.

Organização: Instituto de História da Arte da FCSH-NOVA, Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Medeia Filmes e Leopardo Filmes

Curadoria: Bruno Marques, Cláudia Madeira, Conceição Tavares de Almeida, Giulia Lamoni, João Mendes Ferreira.

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I Curso de Introdução à Psicopatologia Psicanalítica – Curso Breve – 10 Maio a 27 Julho 2019

CANDIDATURAS ABERTAS:  ATÉ  DIA 21 DE ABRIL 2018

Para efectuar a sua candidatura deverá enviar Carta de Motivação e Curriculum Vitae até à data limite de 21 de Abril  próximo para o e-mail sppsicanalise2013@gmail.com

Damos preferência a quem tenha frequentado formações anteriores da SPP.

Psicopatologia Psicanalítica – Apresentação I Curso de Introdução à Psicopatologia Psicanalítica

Mais informações: sppsicanalise2013@gmail.com

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I Curso de Psicanálise do Adulto e o Processo de Envelhecimento – Nov. 2018 a Fev. 2019

CANDIDATURAS ABERTAS:  ATÉ  DIA 5 DE OUTUBRO 2018

Para efectuar a sua candidatura deverá enviar Carta de Motivação e Curriculum Vitae até à data limite de 5 de Outubro próximo para o e-mail sppsicanalise2013@gmail.com

 

Adulto e Envelhecimento – Texto de apresentação do I Curso de Psicanálise do Adulto e o Processo de Envelhecimento

I Curso de PSICANALISE do ADULTO e PROCESSO ENVELHECIMENTO_Calendário_e_Programa

Mais informações: sppsicanalise2013@gmail.com

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Centenário do psicanalista português Francisco Manuel Barreto Alvim (1917-2017)

A Sociedade Portuguesa de Psicanálise tem a satisfação de celebrar, este ano de 2017, o centenário de Francisco Alvim que foi um dos seus fundadores, o seu primeiro Presidente e o primeiro director da Revista Portuguesa de Psicanálise.
Francisco Alvim nasceu no dia 8 de Novembro de 1917 em Alter-Chão, Portalegre, Portugal. Licenciou-se em medicina, especializou-se em neuropsiquiatria e trabalhou no hospital de Santa Marta em Lisboa. Aos trinta e cinco anos, com a sua família já constituída, parte para Genebra, à procura de respostas às questões que a sua prática clinica então colocava. Nesses anos cinquenta faz toda a sua formação para psicanalista na Suíça integrando-se no grupo de Raymond de Saussure e de Michel Gressot. Torna-se membro titular, com funções didáticas, da Sociedade Suíça de Psicanálise. Francisco Alvim, em 1959 em colaboração com psicanalistas portugueses e espanhóis, constitui o “Grupo de Estudos” luso-espanhol. Este grupo de estudos, em 1961, torna-se a Sociedade Psicanalítica Luso-Espanhola. Em 1966 surge uma ruptura com esta sociedade e cria-se o Grupo de Estudo Psicanalítico Português que se transforma, 1977, Sociedade Provisória de Psicanálise. Em 1981, no congresso de Helsínquia, passa a ser componente da Associação Internacional de Psicanalistas.
Francisco Alvim e os seus colegas tiveram, em Portugal, que combater a ignorância sobre o que era a Psicanálise. Tal estado de espírito era ampliado por uma serie de leis, dum regime político ditatorial, que proibiam ou decretavam que o direito associação era restrito e necessitava de pareceres das autoridades vigentes à época. A revolução de abril de 1974 em Portugal vai permitir uma abertura e inicia-se a divulgação da teoria e pratica psicanalítica nas universidades, instituições ligadas á saúde e à educação. Aceite a Sociedade Portuguesa de Psicanálise o seu primeiro presidente foi Francisco Alvim que tanto tinha combatido contra a descriminação da psicanálise em Portugal. Foi também fundador da Revista Portuguesa de Psicanálise e o seu primeiro director.
Francisco Alvim morreu, infelizmente, muito cedo, mas deixou a sua memória nos muitos analistas que com ele fizeram formação ou foram seus analisandos. Deixou uma obra feita de afectos e de relações profundas que perduram até hoje. Também deixou uma obra escrita e publicada sobretudo em revistas de língua portuguesa e francesa.
O psicanalista Francisco Alvim faria hoje, 8 de novembro de 2017, cem anos. A Sociedade Portuguesa de Psicanálise está de Parabéns.