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O que seria de nós sem os viajantes!

Transversal a toda a aprendizagem do Encontro, a interculturalidade é uma aprendizagem do singular-plural. E de um lugar terceiro: Eu, Outro e o que podemos construir em conjunto. Um espaço entre, onde coabitam raízes identitárias com florescências criativas por acontecer. Lugar de co-vivência, como diria Edgar Morin, de mestiçagens, alternativa ao pensamento binário, na linha de tensão entre o universal e o singular.   Continuar a ler O que seria de nós sem os viajantes!

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Um Natal diferente

Quando entrei na “gruta” de cuidados intensivos neonatais tive a sensação de entrar num bloco operatório, onde é exigida uma série de cuidados de assepsia. São rituais que têm o propósito de proteger o bebé, os pais e os visitantes dos perigos, quer internos quer externos, tendo uma função de envelope físico e psíquico.

Lá dentro, deparei-me com mais de uma dezena de incubadoras. Os bebés mal se viam, porque eram minúsculos comparativamente aos tubos e aos monitores maiúsculos, que davam conta dos seus sinais vitais.  Continuar a ler Um Natal diferente

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Natal: Mito da origem da vida

Bion diz que “os mitos são os sonhos da humanidade” e o Natal constitui-se inequivocamente como mito da origem da vida. Condensando as fantasias originárias, remete ao mito familiar pessoal e ao mundo interno enquanto narração mítico-onírica. Os seus ícones e rituais, produtos do sincretismo de lendas pagãs e cristãs, reportam-nos à intemporalidade do inconsciente.  Continuar a ler Natal: Mito da origem da vida

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Armando Leandro: Uma Personalidade Incontornável – Um testemunho

O Juiz-Conselheiro Dr. Armando Leandro deixou a Presidência da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, ao fim de décadas de dedicação à defesa dos direitos das crianças, nos diferentes cargos públicos para que foi nomeado e nas dezenas de iniciativas privadas de que participou. Continuar a ler Armando Leandro: Uma Personalidade Incontornável – Um testemunho

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Louvor de Anne Dufourmantelle

Aos 21 de Julho Anne Dufourmantelle morreu acidentalmente na praia de Pampelonne, Ramatuelle. Tinha 53 anos. Ela que escreveu Elogio do Risco (2011) morreria ao tentar salvar, em mar encapelado, duas crianças. “Quando há realmente um perigo ao qual é preciso fazer face […], há um forte impulso à abnegação, à superação do eu”.

Sem risco a vida não vale a pena ser vivida. Continuar a ler Louvor de Anne Dufourmantelle

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Os museus como espaços terapêuticos

Durante mais de 10 anos, como psicólogo de uma IPSS na área da saúde mental comunitária – Grupo de Acção Comunitária -, participei em visitas guiadas a museus, acompanhando um grupo de adultos com diagnósticos psiquiátricos de psicose. Desde as primeiras visitas senti que estar num museu podia constituir uma experiência terapêutica para os utentes e para mim próprio.  Continuar a ler Os museus como espaços terapêuticos

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A (louca) ousadia de criar

Desde pequena me recordo do misto de fascínio e medo que a loucura exercia em mim, sentimentos partilhados pelos companheiros de brincadeira, num tempo em que a rua era espaço de liberdade, e se brincava sem supervisão. Apesar da distância de segurança mantida essas figuras nunca passavam despercebidas. A salutar curiosidade infantil prevalecia. Continuar a ler A (louca) ousadia de criar