X Édipo em Alexandria-Conversas na biblioteca da SPP – 12 Julho 2019

 

Édipo em Alexandria

Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Décimo encontro: 12 de Julho, 6ª feira, 21 horas

 Obra: Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen, de Sigmund Freud (1907)

 Terá sido Wilhelm Stekel a apresentar, com entusiasmo, a novela Gradiva: uma fantasia pompeiana, de Wilhelm Jensen, na “Sociedade psicanalítica de quarta-feira”, mas foi Carl G. Jung quem, num período de apaixonada amizade com Freud, o desafiou a escrever aquele que é considerado o primeiro texto de psicanálise aplicada. Freud redigiu este “presente a Jung” durante as férias de verão de 1906, em Lavarone, Itália. Quatro meses depois da publicação do seu estudo, Freud, à semelhança da personagem Norbert Hanold da ficção de Jensen, compra uma cópia, no Museu do Vaticano, do baixo-relevo que representa a Gradiva – “aquela que caminha” – da qual não virá a separar-se: coloca-a na parede do seu gabinete, junto ao divã, levando-a consigo, três décadas depois, quando parte de Viena para o derradeiro exílio londrino, em 1938. 

 Convidados:

Fernando Pinto do Amaral

Escritor, crítico literário e tradutor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, concluindo o Mestrado em Literatura Portuguesa e o Doutoramento em Literaturas Românicas. É Professor do Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou poesia, ficção e ensaio e traduziu poemas de Baudelaire, Verlaine, Jorge Luis Borges e Gabriela Mistral. É crítico literário e assina muitos trabalhos em revistas como a LerA Phala e Colóquio-Letras.

Deolinda Santos Costa

 Psicanalista pela Sociedade Portuguesa de Psicanálise e formadora no Instituto Português de Psicanálise. Tem Licenciatura e Pós-Graduação em Filosofia e Mestrado em Estudos Literários Comparados. Lecionou Filosofia e Psicologia e escreveu crítica literária em diversas publicações periódicas – Jornal de Letras, Expresso, Público, Revista Plural, Vida Mundial. Exerce clínica privada em Lisboa.

Coordenação:

João Mendes Ferreira, SPP.

 

Édipo em Alexandria – Alexandria, a cidade da mítica biblioteca da Antiguidade Clássica, não figura no itinerário da trágica personagem tão cara à psicanálise: o Édipo de Sófocles, reclamado por Freud como representante simbólico maior da nossa condição humana.

Desde os seus primórdios, a Psicanálise está ligada aos livros e à Cultura e o pensamento psicanalítico traduziu-se em inúmeras obras que geram um universo de possibilidades de leitura – tanto dentro como fora do campo analítico.

Com esta iniciativa de Outreach, a SPP pretende abrir as portas da nossa biblioteca para serões de conversa em torno de uma obra psicanalítica, num ambiente informal, que se deseja profícuo em elaboração e livre expressão de opiniões e sensibilidades.

Uma breve apresentação da obra, e do seu contexto e relevância histórica, será feita por membros da SPP, com comentários e leituras de um convidado de outra área, num diálogo livre e espontâneo entre todos os participantes.

Seguir-se-á uma ceia volante, a prolongar o convívio.

A participação será feita mediante uma inscrição no valor de 8 €.

A inscrição só poderá ser feita até à véspera do Encontro, com Inês Marques, na  secretaria   da   SPP ou   por transferência bancária – NIB: 0010 0000 0706 7870 0015 2, e  será apenas confirmada mediante envio de comprovativo de pagamento e ficha anexa devidamente preenchida para o e-mailsppsicanalise2013@gmail.com

É desejável fazer a sua inscrição com antecedência dado o número limitado de lugares.

 O Grupo Outreach da SPP 

Boletim inscrição – Édipo em Alexandria – 12 Julho 2019

IX Encontro “Édipo em Alexandria – Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise” – 13 de Abril 2018

                                                            Édipo em Alexandria

Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Nono encontro: 13 de Abril, 6ª feira, 21 horas

Obra: Confusão de Línguas entre os Adultos e a Criança – A linguagem da ternura e da paixão, de Sándor Ferenczi (1933)

Apresentado pela primeira vez em 1932 no 12º Congresso Internacional de Psicanálise, em Wiesbaden, na Alemanha, este artigo verdadeiramente inovador, quer do ponto de vista da teoria como da técnica psicanalíticas, vem propor revisões e endereçar questionamentos, tanto às concetualizações dominantes como à própria prática da psicanálise, lançando as bases da atual tendência intersubjetivista na psicanálise contemporânea. Em “Confusão de Línguas” – texto cujas ideias principais encontramos em estado nascente no seu Diário Clínico do mesmo ano –, Ferenczi reformula a teoria do trauma e da clivagem através da descrição do mecanismo de introjeção do agressor, reconhecendo a realidade traumática do abuso sofrido pela criança que protagoniza a linguagem da ternura e da procura de proteção, no encontro com a linguagem da paixão agida por adultos sedutores, buscando satisfação sexual e exercício de poder. Esta realidade – que não será, na maior parte dos casos, estritamente fantasmática – gera, na vítima, culpabilidade, confusão e perda de confiança na própria perceção, constrangendo à mobilização de intensos mecanismos de clivagem e fragmentação, comprometendo o desenvolvimento afetivo normal, dando lugar, amiúde, a uma prematuração pós-traumática patológica. A complexidade e o rigor concetuais presentes nas propostas – e advertências – avançadas por Ferenczi, têm sido crescentemente validadas pela evolução e diversidade do movimento psicanalítico, mas também na realidade sociológica, que dá testemunho da prevalência do abuso e do exercício arbitrário de poder sobre os mais frágeis e dependentes – em contexto familiar ou social, sobretudo, mas também clínico, político e educativo.

 Convidados:

  • Dulce Rocha

Procuradora da República e Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança. Foi Presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, exerceu funções como Magistrada do Ministério Público nos Tribunais Judiciais de Setúbal, Almada e Lisboa. Foi uma das fundadoras da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, tendo sido sua Vice-Presidente durante cerca de 20 anos. Foi membro do Conselho Superior do Ministério Público. Integrou o gabinete da Alta Comissária para a Igualdade e a Família, onde coordenou, entre 1996 e 1999, a Comissão Nacional dos Direitos da Criança, que elaborou o II Relatório sobre a aplicação da Convenção dos Direitos da Criança. Durante este período, fez parte da Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e do Conselho Nacional para o Projecto contra a Exploração do Trabalho Infantil. Integrou a delegação de Portugal junto do Comité para a Eliminação de Todas as Discriminações contra as Mulheres, na Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque. Exerceu funções no Tribunal de Família e Menores de Lisboa. Integrou a delegação de Portugal que, junto do Comité dos Direitos da Criança, discutiu o Relatório sobre a Convenção dos Direitos da Criança, na Organização das Nações Unidas, em Genebra.

Em 2002, a Assembleia da República atribuiu-lhe a medalha de ouro dos Direitos Humanos.

Em 2003, foi nomeada pelo Procurador-Geral da República para integrar um grupo de trabalho a nível europeu que elaborou um relatório sobre a exploração e o abuso sexual de crianças.

No mesmo ano foi condecorada pelo Presidente da República com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito.

  • Rui Aragão Oliveira

Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Membro da Associação Internacional de Psicanálise, da Federação Europeia de Psicanálise e da International Sándor Ferenczi Network, é psicanalista titular com funções didáticas na Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Licenciado em Psicologia, Mestre em Psicologia Clínica do Desenvolvimento e Doutorado em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, exerceu a atividade de docência universitária no ensino público (Universidade de Évora) e privado (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Pertenceu à Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde (FCT)/ISPA. Dirigiu a Revista Portuguesa de Psicanálise. Foi membro inicial do Editorial Board Psychoanalysis.Today e pertence ao Comité de Assessores do Livro Anual de Psicanálise/Internacional Journal of Psychoanalysis e da Revista IDE, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. É autor de um vasto número de conferências e de artigos, publicados em livros e revistas científicas nacionais e internacionais.

 Coordenação:

  • João Mendes Ferreira, SPP.

Édipo em Alexandria – Alexandria, a cidade da mítica biblioteca da Antiguidade Clássica, não figura no itinerário da trágica personagem tão cara à psicanálise: o Édipo de Sófocles, reclamado por Freud como representante simbólico maior da nossa condição humana.

Desde os seus primórdios, a Psicanálise está ligada aos livros e à Cultura e o pensamento psicanalítico traduziu-se em inúmeras obras que geram um universo de possibilidades de leitura – tanto dentro como fora do campo analítico.

Com esta iniciativa do Grupo de Outreach, a SPP pretende abrir as portas da nossa biblioteca para serões de conversa em torno de uma obra psicanalítica, num ambiente informal, que se deseja profícuo em elaboração e livre expressão de opiniões e sensibilidades.

Uma breve apresentação da obra, e do seu contexto e relevância histórica, será feita por membros da SPP, com comentários e leituras de um convidado de outra área, num diálogo livre e espontâneo entre todos os participantes.

Seguir-se-á uma ceia volante, a prolongar o convívio.

A participação será feita mediante uma inscrição no valor de 8 €.

A inscrição só poderá ser feita até à véspera do Encontro, com Inês Marques, na  secretaria   da   SPP   ou   para   o   e-mailsppsicanalise2013@gmail.com,   com comprovativo de pagamento.

Pagamento de inscriçãoPoderá efectuar o pagamento por transferência bancária – NIB: 0010 0000 0706 7870 00152.

É desejável fazer a sua inscrição com antecedência dado o número limitado de lugares.

 

O Grupo Outreach da SPP

          Maria Teresa Sá

        Teresa Santos Neves

      João Mendes Ferreira

VIII Encontro – Édipo em Alexandria – Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Obra: Bruno Bettelheim, The uses of Enchantment – A Psicanálise dos contos de fadas (1976)

O fascínio infantil pelos contos de fadas tem sido objeto de vários estudos, principalmente literários.  O seu simbolismo e a relação que mantêm com o inconsciente tornou-se, entretanto, um campo fértil para explorações psicanalíticas. Freud foi o primeiro a descobrir a sua natureza simbólica, assinalando que, tal como mitos e lendas, os contos mergulham nas partes mais primitivas do psiquismo individual e coletivo.  Mas seria Bruno Bettelheim  em The Uses of Enchantment (1976) quem viria a popularizar e a aprofundar esta complexa e fascinante abordagem do universo mágico.  “Todo o conto de fadas é um espelho mágico que reflete certos aspetos do nosso mundo interior e os passos exigidos para que transitemos da imaturidade para a maturidade. Para aqueles que mergulham no que o conto de fadas tem para comunicar, ele apresenta-se como um lago pacífico que parece refletir antes do mais a nossa imagem; mas, por detrás dessa imagem, logo descobrimos a turbulência interior do nosso espirito, a profundidade e as formas que encontramos para nos colocarmos em paz com ele e com o mundo exterior (…) “.

Escrito, segundo o autor, para “ajudar os adultos e muito em particular os que se ocupam de crianças a compreender a importância dos contos de fadas, Bettelheim analisa nesta obra o conteúdo profundo das histórias infantis, mostrando como respondem às ansiedades das crianças, informando-as ao mesmo tempo sobre os esforços a serem feitos para chegar à maturidade.

Trazer A Psicanálise dos contos de Fadas para “Édipo em Alexandria” é prestar uma homenagem ao seu autor e pensar a atualidade da sua obra.  Em conversa com Ana Mourato, investigadora em literatura infantil e contadora de histórias, mergulharemos no potencial que os contos encerram para o desenvolvimento infantil e para a abertura do adulto aos segredos da infância.

 

Convidados:

Ana Mourato – Psicóloga, investigadora em literatura infantil, contadora de histórias.

Maria Teresa Sá – Psicanalista, professora na Escola Superior de Educação

 

Coordenação:

João Mendes Ferreira, SPP.

 

Édipo em Alexandria – Alexandria, a cidade da mítica biblioteca da Antiguidade Clássica, não figura no itinerário da trágica personagem tão cara à psicanálise: o Édipo de Sófocles, reclamado por Freud como representante simbólico maior da nossa condição humana.

Desde os seus primórdios, a Psicanálise está ligada aos livros e à Cultura e o pensamento psicanalítico traduziu-se em inúmeras obras que geram um universo de possibilidades de leitura – tanto dentro como fora do campo analítico.

Com esta iniciativa do Grupo de Outreach, a SPP pretende abrir as portas da nossa biblioteca para serões de conversa em torno de uma obra psicanalítica, num ambiente informal, que se deseja profícuo em elaboração e livre expressão de opiniões e sensibilidades.

Uma breve apresentação da obra, e do seu contexto e relevância histórica, será feita por membros da SPP, com comentários e leituras de um convidado de outra área, num diálogo livre e espontâneo entre todos os participantes.

Seguir-se-á uma ceia volante, a prolongar o convívio.

A participação será feita mediante uma inscrição no valor de 8 €.

A inscrição só poderá ser feita até à véspera do Encontro, com Inês Marques, na  secretaria   da   SPP   ou   para   o   e-mailsppsicanalise2013@gmail.com,   com comprovativo de pagamento.

Pagamento de inscriçãoPoderá efectuar o pagamento por transferência bancária – NIB: 0010 0000 0706 7870 00152.

É desejável fazer a sua inscrição com antecedência dado o número limitado de lugares.

VII Édipo em Alexandria – Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Obra: W. R. Bion, Experiências em Grupos (Experiences in Groups), 1961

A experiência grupal constitui um universo de expressão de conflitos intrapsíquicos, de mecanismos de defesa prevalecentes, de dinâmicas intersubjetivas e da relação de cada sujeito com a constelação objetal que povoa o seu mundo interno.

A qualidade da ligação entre os elementos é, simultaneamente, determinante e resultado da comunicação no interior do grupo, dos ideais e objetivos que o norteiam, do modo como se posiciona perante o exogrupo e, sobretudo, da inclusão criativa ou, ao contrário, do silenciamento da identidade individual.

Em Experiences in Groups (1961), W. R. Bion distingue psiquismo individual de mentalidade grupal, assinalando, contudo, que a análise de ambos proporciona uma “visão binocular” do humano.

Nesta obra, ao “grupo de trabalho” enquanto funcionamento mental partilhado, transformador de uma realidade que reconhece, Bion opõe a noção de “pressuposto de base”, que nega a aprendizagem com a experiência e a possibilidade de desenvolvimento.

Grupos regidos por pressupostos de base – sistemas proto-mentais, primitivos, assimbólicos – negam a evolução e caracterizam-se pela regressão a posições de dependência, pela passagem ao ato violenta de sentimentos paranóides e/ou de discriminação e exclusão do que é diferente, sentido como ameaçador.

Numa época em que assistimos à formação de grupos que têm no ódio e na intolerância as principais forças aglutinadoras e cujas ações destrutivas desencadeiam funcionamentos equivalentes retaliatórios com crescente expressão em sociedades democráticas, reler este texto e a partir dele refletir representa uma afirmação partilhada de liberdade. 

 

Convidados:

Raquel Varela

 Historiadora, professora em várias instituições de ensino superior, em Portugal e no estrangeiro, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais, e investigadora do Instituto Internacional de História Social. É coordenadora do projeto História das Relações Laborais no Mundo Lusófono (Fundação para a Ciência e Tecnologia). É doutora em História Política e Institucional (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa). É Presidente da International Association Strikes and Social Conflicts. É vice-coordenadora da Rede de Estudos do Trabalho, do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal. Em 2013 venceu o prémio de internacionalização em ciências sociais Santander/FCSH e em 2014 o Prémio Personalidade do Ano/Sociedade da Revista Mais Alentejo.

É autora de múltiplos livros (alguns em co-autoria) e de inúmeros artigos publicados em revistas nacionais e internacionais com arbitragem científica com alto fator de impacto. É membro dos conselhos editoriais de várias revistas académicas nacionais e internacionais.

É membro do Board of Trustees do ITH-International Conference of Labour and Social History (Viena, Áustria) e da Asociacíon Historiadores del Presente.

 

José de Abreu Afonso

Psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, membro da International Psychoanalytic Association e da European Psychoanalytic Federation, e grupanalista da Sociedade Portuguesa de Grupanálise e da Group Analytic Society International.

É secretário científico da S.P.P., formador na S.P.P. e na S.P.G., de que é membro didata e coordenador da comissão editorial. É docente no ISPA-Instituto Universitário e investigador no William James Center for Research.

A sua experiência clínica engloba trabalho institucional em exercício privado.

Coordenação: João Mendes Ferreira, SPP.

Édipo em Alexandria – Alexandria, a cidade da mítica biblioteca da Antiguidade Clássica, não figura no itinerário da trágica personagem tão cara à psicanálise: o Édipo de Sófocles, reclamado por Freud como representante simbólico maior da nossa condição humana.

Desde os seus primórdios, a Psicanálise está ligada aos livros e à Cultura e o pensamento psicanalítico traduziu-se em inúmeras obras que geram um universo de possibilidades de leitura – tanto dentro como fora do campo analítico.

Com esta iniciativa do Grupo de Outreach, a SPP pretende abrir as portas da nossa biblioteca para serões de conversa em torno de uma obra psicanalítica, num ambiente informal, que se deseja profícuo em elaboração e livre expressão de opiniões e sensibilidades.

Uma breve apresentação da obra, e do seu contexto e relevância histórica, será feita por membros da SPP, com comentários e leituras de um convidado de outra área, num diálogo livre e espontâneo entre todos os participantes.

Seguir-se-á uma ceia volante, a prolongar o convívio.

A participação será feita mediante uma inscrição no valor de 7,50 €.

A inscrição só poderá ser feita até à véspera do Encontro, com Inês Marques, na  secretaria   da   SPP   ou   para   o   e-mailsppsicanalise2013@gmail.com,   com comprovativo de pagamento.

Pagamento de inscriçãoPoderá efectuar o pagamento por transferência bancária – NIB: 0010 0000 0706 7870 00152.

É desejável fazer a sua inscrição com antecedência. dado o número limitado de lugares.

VI Encontro – Édipo em Alexandria – Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Três Ensaios

Obra: Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade
Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905) é quase unanimemente considerada uma das principais e mais revolucionárias contribuições de Sigmund Freud para o conhecimento da natureza humana, e não apenas para o pensamento psicanalítico: o seu impacto na cultura europeia do início do séc. XX, caraterizada por uma moral manifestamente puritana, traduziu-se, no que diz respeito à sexualidade, em profundas modificações nas conceções, nas práticas educativas e nos comportamentos.
Foi, sobretudo, o segundo ensaio, dedicado à sexualidade infantil, que escandalizou a comunidade científica e a sociedade em geral, por afirmar a existência, desde a infância precoce, de uma sexualidade ligada ao prazer, apoiada nas funções de conservação da vida e indissociável do desenvolvimento psico-afetivo.
Mais de um século depois, numa época em que os discursos, as práticas e as experiências relativas à dimensão sexual da identidade constituem um universo em acelerada expansão, é estimulante e enriquecedor revisitar esta obra – datada nalguns dos seus aspetos, intemporal enquanto representação profunda da génese do psiquismo e da diversidade humana.

Convidados: Júlio Machado Vaz e Maria Luís Borges de Castro
Coordenação: João Mendes Ferreira, SPP.

Conversas na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Alexandria, a cidade da mítica biblioteca da Antiguidade Clássica, não figura no itinerário da trágica personagem tão cara à psicanálise, o Édipo de Sófocles, reclamado por Freud como representante simbólico maior da nossa condição humana. Desde os seus primórdios, a Psicanálise está ligada aos livros e à Cultura e o pensamento psicanalítico traduziu-se em inúmeras obras que geram um universo de possibilidades de leitura tanto dentro como fora do campo analítico. Com esta iniciativa do Grupo de Outreach, a SPP pretende abrir as portas da nossa biblioteca para serões de conversa em torno de uma obra psicanalítica, num ambiente informal, que se deseja profícuo em elaboração e livre expressão de opiniões e sensibilidades. Uma breve apresentação da obra, do seu contexto e relevância histórica, será feita por membros da SPP, com comentários e leituras de um convidado de outra área, num diálogo livre e espontâneo entre todos os participantes. Seguir-se-á uma ceia volante, a prolongar o convívio.

Seguir-se-á uma ceia volante, a prolongar o convívio.

Informação e inscrições com Inês Marques, na secretaria da SPP ou para o e-mail: sppsicanalise2013@gmail.com