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Bois & palácios: o impacto da crítica no narcisismo ou… Ditadores há muit@s!!!

A relação do sujeito com a crítica pode constituir um bom indicador da qualidade do seu narcisismo. Refiro-me, eminentemente, à crítica externa, sensata e bem fundamentada, avessa a ataques de natureza invejosa e destrutiva.

Ser criticado por alguém pressupõe, da parte do sujeito, uma aceitação de um olhar estranho, que se debruça sobre as produções do dito sujeito (ou sobre esse mesmo sujeito). Aceitar uma crítica requer certa robustez narcísica e a capacidade de integrar uma visão outra sobre si próprio, portanto.

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Inveja, vaidade e gratidão

Freud dizia que a pulsão de morte tende a ser silenciosa, excepto quando se vira contra o outro, como desejo destrutivo. No próprio, só se deixa ver quando a libido se esgota, quando o que interessa e liga o indivíduo à vida se desfaz. Então, em vez do desejo de construir, de amar, de sustentar e fazer crescer, surge o desejo de largar, deixar ir, desagregar, em última análise, morrer. 

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O que foi feito ao direito à nossa privacidade?

Ao ler os BLOGUES DE NATAL DA SPP, nomeadamente os da Ana Marques Lito e de Jorge Câmara fiquei sensibilizada com as mensagens de solidariedade, de esperança numa sociedade mais inclusiva, reforçando a simbologia do renascimento que em cada ano o NATAL representa. Eu por exemplo, que sou agnóstica, voltei a montar o meu PRESÉPIO com delicadas figuras italianas, com um encantador MENINO JESUS comprado em Assis. O Cristianismo traz consigo esta mensagem de renascimento, esperança e boa-vontade, que supera, para mim todos os dogmas e rituais religiosos. Não preciso de missas, nem da virgem, nem de São José, nem sequer de acreditar na Ressurreição, mas a NATIVIDADE impõe-se.

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O Medo ou a Liberdade: uma sociedade Risco-Zero?

Contaram-me a história de uma família que na Consoada se reuniu para celebrar o Natal e que, por precaução, ainda antes do jantar, resolveram todos fazer o auto-teste à Covid. Mas era tal a vontade de se juntarem à volta da mesa que, já iam a meio do bacalhau, quando alguém, numa ida à cozinha, reparou nos testes esquecidos sobre a mesa e constatou que um deles indicava positivo. Preocupado, voltou para junto dos outros e comunicou-lhes o sucedido, mas os objetos de risca vermelha, todos juntinhos, já não permitiam saber a quem pertencia a dupla barrinha. A custo, como manda a prudência e o bom comportamento, todos se levantaram e repetiram o teste, verificando que o maldito positivo pertencia a uma criança, de perfeita saúde e boa disposição. E mais uma vez, ao abrigo da lei interna da prudência, o menino, apesar da sua inocência, foi de castigo acabar o bacalhau para o quarto.

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