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Arte é o amor que se revela

Há tempos assisti à apresentação de uma tese de doutoramento de  um amigo artista  que abordava entre outros temas a relação da ciência, arte, amor e política. No auditório estavam presentes os arguentes, o candidato e uma assistência de colegas curiosos da solenidade do momento. 

Fez-se a apresentação e um dos arguentes arrasou a apresentação e a utilidade do trabalho para a ciência, numa crueldade sem precedentes.  Os presentes olhavam para o chão não sei se bloqueados pelo murro do que sentiram ou se por um acto colectivo de solene cobardia. Mas afinal o que seria  a verdade cientifica e a mentira? O que seria ciência e  fraude? Freud dizia que há tantas verdades como grãos de sal num saleiro, e que a verdade é relativa, dependendo  do ângulo a partir do qual estivermos a olhar, mas a mentira seria  absoluta. Mentira é mentira. O candidato era mentiroso na apresentação dos seus argumentos ou não  seria a análise do arguente um acto de ataque narcísico e por isso um acto de redutora  mentira?    

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Amar Mundi

Passeando pelas ruas detenho-me no movimento, no ruido e nas luzes, que compõem o cenário da cidade: azáfama, ilusão e pessoas carregadas de embrulhos, que se atropelam e não se olham…

Estamos numa época do ano muito especial: O Natal!
O fim do ano aproxima-se e um Novo está a chegar!
Tempo de família, de reflexão, de interioridade e de balanços de vida! 
Tempo, para alguns, de sonho, de poesia e de luz. 
Tempo, para outros, de trabalho, de (des)alento, de tensão e inquietudes persistentes.
Tempo de (re)Nascimento e de vida com esperança?
Tempo de gratidão e de renovação de amizades?

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Fantasmas em “Três Andares”: outro “andar” a propósito do filme de Nanni Moretti

Uma obra de arte a partir do momento em que é apresentada ao público deixa de pertencer ao seu autor passando a fazer parte de cada de um nós que a vê, ouve e sonha… (ideia “roubada” ao diálogo entre Maria do Carmo Sousa Lima e a pintora Ana Vidigal no último Colóquio da SPP). Embalado pelo nosso Colóquio sobre a criança e a psicanálise, o filme de Nanni Moretti: “Tri Piani”, e o excelente comentário da colega Sandra Pires sobre este mesmo filme, sonhei-o de novo e acrescentarei mais um olhar, ou mais um “andar”. 

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Os enigmas da criatividade

Quando penso em criatividade, associo a originalidade, inovação, autenticidade e construção.
Não creio ser de grande utilidade procurar uma definição de criatividade. É uma faceta humana subjetiva, enigmática e misteriosa. “Criatividade não é um talento. É uma forma de agir.”, disse o ator John Cleese. Acrescentaríamos também uma forma de ser. Ser-se suficientemente capaz de arriscar e “experimentar o espectro completo das experiências emocionais, alegrias, tristezas e também naufrágios.” (Ogden, 2010). Uma liberdade interior para lidar com situações e emoções desconhecidas. 

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