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Uma questão de confiança

People are lining in grocery stores
Silence is screaming the fear in their hearts
Don’t give up your faith, no, don’t let your light fade
Together we’ll get through the dark of these days

Andrà tutto bene
Vai ficar tudo bem

Estas palavras, cantadas por Cristóvan, em Março de 2020, tornam difícil imaginar que após toda esta longa vivência de medo, incerteza, isolamento social e restrição da liberdade, haveria pessoas a recusar usufruir da única solução que nos pode livrar do perigo da doença e da morte, e devolver a proximidade física e a liberdade nas nossas vidas – as vacinas!

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O Homem é aquilo que lê

O homem é aquilo que lê
Joseph Brosky

O “Cidades Invisíveis” de Italo Calvino, aguarda na mesa aqui ao lado para que eu possa continuar a viagem imaginada de Marco Polo, em fantásticos relatos, pelas maravilhosas cidades com nome de mulher. Para trás acabaram de ficar “Uma mulher desnecessária” de Rabih Alameddine, que me emprestou por uns dias a companhia de uma mulher, incógnita mas fascinante, no coração de Beirute, e “O Alegre canto da perdiz” de Paulina Chiziane, um mergulho na imensidão da Zambézia e na história do negro e do branco no continente africano. 

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OBLIQUIDADES XII

Queixosas e uterinas,  tão pouco actualizadas e tão  pouco instruídas que  apesar das revigorantes novidades largamente   difundidas continuam a vislumbrar algumas pequenas diferenças entre o feminino e o masculino, grande parte das mulheres  gosta de  fingir que suporta a pretensa ascendência dos homens e persiste a admitir-se  representada em tão desequilibrado cenário, entendendo por ascendência a vertente cultural da  tribo que as configura.
Sorrindo um pouco, dir-se-ia que esse fingimento pelos primatas engendrado e pelos tempos fora lamentavelmente prosseguido  se expandiu por todo o  planeta   num formato   paradoxal,   porque ao contrário do que parece lhes conferiu um ultra-sensível somatório de poderes e uma superlativa capacidade de lidar com a inteligência dos medos, acrescentando-lhes  magníficos patamares… 

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Carta a Coimbra de Matos

1 de Julho de 2021.
Morreu um dos pais da Psicanálise portuguesa, foram várias as gerações dos seus filhos. 

Querido Coimbra de Matos,

Ontem, antes de ter partido para outro lugar, pensei em si durante uma sessão de análise. A minha paciente, interna de psiquiatria, e que se tem vindo a desiludir com a abordagem psiquiátrica à doença mental, encontrou o seu livro “A Depressão”. Irá ela seguir os seus passos?

Também o guardo, na minha prateleira, com a primeira folha rabiscada por si: “Para a Rita, com um beijo. 31-05-01”.

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Deixem as crianças brincar!

A maturidade do homem é ter reencontrado
a seriedade com que brincava quando era criança
Friedrich Nietzsche

Estamos no final do ano lectivo, o início das férias escolares bate-nos à porta. Os constrangimentos virais do planeta arrastam-se. Mas esta é a altura do ano em que o brincar das crianças ganha um espaço majestoso. É tempo de nos ocuparmos profundamente do brincar. Afinal, que lugar lhe temos dado? E na Educação estarão a prestar-lhe a devida atenção? É hora de dizer: Deixem as crianças brincar!

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