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PHOENIX e o Cinema ou a arte de renascer

“O que obtemos ao juntar um doente mental com um sistema que o abandona e o trata como lixo?” 

No filme a narrativa atinge o seu clímax quando Joker dispara no talk show uma pergunta que funciona literalmente como gatilho para nos atingir a todos ferindo-nos de morte.

Numa canção dos anos 70 Roberta Flack dizia que a música lhe lia a alma. Em português a homonomia  referente à palavra “interpretar” coloca psicanálise e artes performativas num plano comum sugerindo a irresistível ligação entre cinema e psicanálise. Desenvolvendo-se num espaço intermédio entre realidade e fantasia, o cinema inquieta-nos, interpela-nos, denuncia-nos. Em vertigem onírica e numa festa dos sentidos, o cinema lê-nos a alma para nos devolver a áreas recônditas da nossa mente numa linguagem geradora de sinuosos paradoxos entre intimidade e exposição, culpa e expiação, destrutividade e reparação.

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De Corpo Presente

No texto A família institucional e fantasmática do analista, o psicanalista italiano Stefano Bolognini descreve com beleza poética como, ao longo dos anos, em seminários e encontros institucionais com colegas, dava por si a recordar-se de momentos da sua infância em que, ao redor de uma mesa comprida “na grande cozinha da casa de campo”, via reunida a sua família alargada (avós, pais, tios, primos, irmãos e vários parentes). Lembra-se de serem encontros “memoráveis e vivos” para cada um dos participantes. Ano após ano, as Jornadas Internas do Instituto Português de Psicanálise são um desses momentos ricos, fecundos e acolhedores de (re)encontro com a nossa família institucional

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“A terceira margem”
 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra – 
Anozero19

Uma conversa com Carlos Antunes no Mosteiro, numa imensa mesa para pensar com um imenso ortofotomapa , que nos abre para um plano da cidade do tamanho do mundo. Uma história, um caminho e uma identidade de vanguarda, muitas lutas mas sobretudo “The beginning of a memory”. Palavras de um profundo impacto estético que intercetam com a literatura, a filosofia, a intervenção político-social, o urbanismo.

A Bienal de Arte Contemporânea nasce em 2015 no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC),um lugar singular que alterou o paradigma da arte em Portugal.

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 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra – 
Anozero19
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Open Day

No próximo dia 8 de novembro pelas 18 horas terá lugar o “Open Day” da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Abrem-se as portas da sede, na avenida da República 97, para que todos os que identifiquem em si o desejo de conhecer, aproximar ou abraçar a Psicanálise, possam aí encontrar um espaço de apresentação, diálogo e reflexão sobre a psicanálise e as principais atividades da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e os seus Institutos de Lisboa e Porto.

Nesse dia teremos oportunidade de, num tempo que se prevê de agradável convívio, dar a conhecer gratuitamente, de forma breve, mas apelativa e esclarecedora, as raízes do pensamento psicanalítico em Portugal, o seu desenvolvimento e situação atual.

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