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No sono

1.

Com quem brincámos na infância? Quem permaneceu dentro de nós olhando carinhosamente a nossa criança?

O tempo só se suspende no Inconsciente e é lá que reencontramos a criança que fomos. De lá brotam sonhos: uns felizes, outros amedrontados, uns nostálgicos, outros apenas curiosos. De lá também emergem memórias, construídas com alguém. Continuar a ler No sono

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Cartografia psicanalítica da SPP*

Imagem: Almada, A Europa jaz…, 1943

Almada, A Europa jaz…, 1943

“A Europa jaz, posta nos cotovellos:
De oriente a Occidente jaz, fitando,
E toldam-lhe romanticos cabellos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovello esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquelle diz Italia onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se appoia o rosto.
Fita, com olhar sphyngico e fatal,
O Occidente, futuro do passado.
O rosto que fita é Portugal.”

Pessoa, Mensagem, 1934

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A Psicanálise de Poesia

Foi no final do século 19 que Freud escreveu em co -autoria  com Breuer «Estudos sobre a Histeria» e pouco tempo depois publicou « A Interpretação dos sonhos”.  Surgia assim a mais revolucionária das ciências do séc. XX, inaugurando-se o estudo do inconsciente e mudando para sempre o paradigma racionalista. Pela mesma altura  Auguste e Louis Lumière fazem em Paris, a 1a apresentação pública do cinematógrafo. Foi tão grande  o impacto de  « L´arrivée d`un train en gare de  La Ciotat » que levou Gorki a escrever « Last night I was in the Kingdom of Shadows». Continuar a ler A Psicanálise de Poesia