Sexualidade Contemporânea e Psicanálise – Olhares, Desafios, Diálogos

XXVIII Colóquio da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

5 e 6 maio 2017 – Auditório J.J. Laginha – ISCTE-IUL, Av. das Forças Armadas – Lisboa, 1649-026 Portugal

Cartaz

Inscrições
Programa
Ficha de inscrição e preços
Convidados
Comissão Científica
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ABRIRAM AS INSCRIÇÕES

Num tempo em que a sexualidade aparece liberta de velhos tabus e se pretende vivida sem constrangimentos, o sexual continua a ser, afortunadamente, uma fonte de mistério e de curiosidade a que se regressa.
O pensamento psicanalítico é autónomo e distingue-se de outros por abranger uma sexualidade mais vasta do que as suas manifestações observáveis, mas não ignora as mudanças que ocorrem na cultura, na sociedade e os movimentos de ideias.

A Sociedade Portuguesa de Psicanálise vai realizar o seu XXVIII Colóquio SEXUALIDADE CONTEMPORÂNEA E PSICANÁLISE tendo como finalidade criar um espaço de interrogação, de partilha e de encontro da Psicanálise com outras áreas do saber, lugar criativo onde a diversidade de perspectivas faça progredir o conhecimento e compreensão do humano.

Convidamos a que estejam presentes neste Colóquio e agradecemos a colaboração na divulgação deste evento da SPP que, acreditamos, será estimulante e enriquecedor.

Pode conhecer o Programa definitivo do Colóquio e aceder à Ficha de Inscrição nesta página.

Para esclarecimentos adicionais contacte a Secretaria da SPP:
Tel. 00 351 217972108
email: sppsicanalise2013@gmail.com

Programa

Dia 5

9h – SESSÃO DE ABERTURA DO COLÓQUIO

9h30 – CONFERÊNCIA – SEXUALIDAD: METÁFORAS Y HETERONIMIAS
Fernando Orduz – Sociedade Colombiana de Psicanálise
COMENTÁRIO – Luísa Vicente – SPP
PRESIDÊNCIA DA MESA – Maria José Gonçalves – SPP

11h – Intervalo – café

11h30 – QUE LUGAR PARA A PSICANÁLISE NAS SEXUALIDADES DE HOJE? Implicações Clínicas
MODERAÇÃO E COMENTÁRIO: Maria Fernanda Alexandre – SPP

Que vai ser de mim
João Beirão – SPP


Na confusão do Ser e do Ter: um caso pseudo-transsexual
Rita Marta – SPP

Que lugar para a bissexualidade psíquica?
Conceição Melo Almeida – SPP

13h – Almoço

14h30 – SEXUALIDADE E PARENTALIDADES CONTEMPORÂNEAS
MODERAÇÃO: Maria Luís Borges de Castro – SPP

Parentalidades: das lógicas tradicionais ao século XXI
Anália Torres – Socióloga – ISCSP

Famílias e Parentalidades Contemporâneas: os nós e os laços
Álvaro Laborinho Lúcio – Jurista

As grades da falta de interdito
Raquel Quelhas Lima – SPP

16h – Intervalo – café

16h30 – SEXO, INTIMIDADE E VÍNCULO
MODERAÇÃO: Alexandra Coimbra – SPP

O Sexo com Sentido. Da Liberdade de Amar
Mário de Carvalho – Escritor

Se a nudez chegasse…
Pedro Fernandes – Sexólogo

Amar Todos os Dias Cansa. Mas viver todos os dias cansa ainda mais…
Luís Osório – Jornalista

Sonho, Fantasma e Identidade: construções do par analítico
Conceição Tavares de Almeida – SPP

18h30 – SUPERVISÃO IPSO

Dia 6

9h30 – EROTISMO, MISTICISMO E ARTE
MODERAÇÃO: Maria do Carmo Sousa Lima – SPP

Ser Cristã e Psicanálise
Frei Bento Domingues – Teólogo

gosto muito de ti
Carlos Nogueira – Artista Plástico

Este Espectáculo Desabalado da Vida
João Seabra Diniz – SPP

11h – Intervalo – café

11h30 – CONFERÊNCIA – REVISITING “A CHILD BEING BEATEN” – Reflections on maternal sadism
Jonathan Sklar – Sociedade Britânica de Psicanálise
PRESIDÊNCIA DA MESA: Cristina Fabião – SPP
COMENTÁRIO: Rui Aragão Oliveira – SPP

13h – Almoço

14h30 – CONSTRUÇÃO DE GÉNERO/ GÉNERO EM CONSTRUÇÃO
MODERAÇÃO: Jorge Bouça- SPP

Da pluralidade dos géneros nas sociedades contemporâneas: entre medicalização e cidadania sexual
Sofia Aboim – Socióloga – ICS

Género, Identidade e Disforia
Pedro Freitas – Médico

(Dis)Pensar o Género
Ângela Vila-Real – SPP

16h – Intervalo – café

16h30 – SEXUALIDADE: MULTIPLICIDADE E DIFERENÇA
MODERAÇÃO: José Abreu Afonso – SPP

A sexualidade como operador de subjectivação e diferença
Adelino Cardoso – Investigador CHAM-UNL

Sobrevivi Alegremente à Psicanálise
António Serzedelo – Activista de Direitos Cívicos

As muitas faces de Narciso: o Andrógino
Deolinda Santos Costa – SPP

O Erotismo Despido pelos seus Solteiros, Mesmo.
Vasco Santos – SPP

18h30 – ENCERRAMENTO DO COLÓQUIO

20h30 – JANTAR-CONVÍVIO

Ficha de inscrição e preços

Versão Word
Versão PDF

CONVIDADOS

FERNANDO ORDUZ


Sexualidad : Metáforas Y Heteronimias
Fernando Orduz é Psicanalista, Membro Titular da Sociedade Colombiana de Psicanálise de que foi Presidente. Foi também Presidente da Federação de Psicanálise da América Latina. É Mestre em Comunicação e Cultura e Professor na Universidade Javeriana de Bogotá (Faculdade de Artes e Faculdade de Psicología).
Publicou vários artigos, entre outros: “Fragmentos de Amor de Transferencia”, “Mujer Arte y Violencia”, “Alteridad y Mismidad en la Transferencia”, “Divagaciones sobre psicoanalise y ciudad”, “Verguenza, Imagen Corporal y Arte”. Colaborou na publicação de alguns livros e trabalhos de investigação.

LUÍSA VICENTE


Comentário à conferência de Fernando Orduz
Luísa Branco Vicente é psiquiatra e pedopsiquiatra. É Membro Didacta da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e Membro da Comissão de Ensino. Foi Presidente do Instituto de Psicanálise e integrou a Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Foi Sócia Fundadora e Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicodrama Psicanalítico de Grupo. É Membro Didacta e Presidente da Comissão de Ensino da mesma. Doutorada em Psiquiatria e Saúde Mental, é Professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Tem desenvolvido diversos Projectos de Investigação sobre Violência de Género e Maus-tratos na Infância e na Adolescência. Publicou diversos artigos científicos em revistas nacionais e internacionais. É co-autora de vários livros.

MARIA FERNANDA ALEXANDRE


Comentário à mesa ‘Que lugar para a psicanálise nas sexualidades de hoje? Implicações clínicas’.
Maria Fernanda Alexandre é psicanalista de adultos, adolescentes e crianças.É Membro Didacta da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Membro da International Psychoanalytical Association. É também sócia da Sociedade Europeia de Psicanálise da Criança e do Adolescente, da Sociedade de Psicologia Clínica e da Associação de Psicoterapia Clínica da Infância e da Juventude.
Tem actividades formativas no Instituto de Psicanálise de que já foi Presidente. Foi também Presidente da Comissão de Ensino da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
Tem um assinalável número de artigos publicados em revistas da especialidade e alguns livros. Actualmente é Directora da Revista Portuguesa de Psicanálise.

JOÃO BEIRÃO


Que vai ser de mim
João Beirão é licenciado em Medicina pela Universidade Nova de Lisboa, especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência pelo Centro de Saúde Mental Infantil e Juvenil de Lisboa. Actualmente é coordenador da Equipa de Pedopsiquiatria do Hospital Dona Estefânia. É Candidato da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.

RITA MARTA


Na confusão do Ser e do Ter: um caso pseudo-transsexual
Rita Marta é Psicóloga Clínica e Mestre em Psicologia Clínica e Psicopatologia (ISPA).  É Psicanalista, Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychonalytical Association (IPA). Foi representante portuguesa da International Psychoanalytical Student Organization (IPSO). É Psicóloga Assistente no Serviço de Psiquiatria do Hospital Fernando Fonseca e exerce actividade em Clínica Privada. Co-fundou a Clínica Rorschach, onde desenvolve actividade psicoterapêutica e formativa. Foi Assistente no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e na Universidade Lusófona, onde também desenvolveu trabalho de investigação em Psicopatologia do adulto e do adolescente. Tem publicações e intervenções diversificadas, nacionais e internacionais, no domínio da Psicologia, da Psicanálise e da Cultura.

CONCEIÇÃO MELO ALMEIDA


Que lugar para a bissexualidade psíquica?
Conceição Melo Almeida é Psicóloga Clínica, Psicanalista de Adultos, Crianças e Adolescentes. É Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association. Iniciou a sua actividade clínica com adolescentes, trabalhou na área da delinquência primária com crianças e jovens, trabalha presentemente na área dos comportamentos aditivos onde co-coordenou uma Unidade de Crianças em Risco. Exerce a sua actividade privada em Coimbra. Tem vindo a publicar artigos ligados à problemática da  falha narcísica, trauma e patologia aditiva.

ANÁLIA TORRES


Parentalidades: das lógicas tradicionais ao século XXI
Anália Torres é doutorada em Sociologia, professora catedrática de Sociologia no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, onde é Coordenadora da Unidade de Sociologia. É também coordenadora do CIEG, Centro Interdisciplinar de Estudos de Género, centro de excelência da FCT. Foi Presidente da European Sociological Association (ESA) e aí ocupou vários outros cargos. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia (APS) e ocupou diversos cargos na International Sociological Association. Foi membro do painel de avaliação Institutions, values, beliefs and behaviour do European Research Council. Tem dirigido equipas de investigação, a nível nacional e internacional, em temas como família, género, casamento, divórcio, trabalho e família, juventude e protecção de crianças e jovens, entre outros. Além de participar ativamente em várias redes de pesquisa Europeias, faz parte da equipa nacional responsável pela aplicação do European Social Survey em Portugal desde o seu início, 2002. Nos últimos anos integrou equipas de investigação no âmbito dos Framework Programmes 6 e 7 WORKCARE (2006-2009) e WORKCARE Synergies (2009- 2011). Tem inúmeras publicações nacionais e internacionais.

ÁLVARO LABORINHO LÚCIO


Famílias e Parentalidades Contemporâneas: os nós e os laços
Álvaro Laborinho Lúcio é Juiz Conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Ocupou muitos e variados cargos entre os quais se destacam os de Juiz de Direito, Inspector do Ministério Público, Procurador-Geral Adjunto, Director do Centro de Estudos Judiciários, Secretário de Estado da Administração Judiciária, Ministro da Justiça, Deputado, Autarca, Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, Vogal do Conselho Superior da Magistratura.  Foi também Docente de Direito Penal na Faculdade de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa. Actualmente é Presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho e Membro Eleito da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Foi fundador de várias Associações de defesa dos direitos dos cidadãos e preside a algumas delas. Tem numerosos artigos publicados em áreas como Psicologia Forense, Cidadania e Direito, Direito e Genética, Direito Tutelar Educativo, Direitos das Crianças, entre outras. E vários livros, entre os quais o recente romance “ O Chamador”. Tem proferido inúmeras conferências sobre temas ligados à Justiça, à Educação, à Cidadania, ao Direito de Crianças e Jovens. Concebeu e coordenou, na Universidade Autónoma de Lisboa,  o «Programa Malhoa». Concebeu e coordenou, na Região Autónoma dos Açores, o Congresso da Cidadania. A sua dedicação às causas em que se envolveu mereceu-lhe prémios na área da Psicologia e ainda a Grã-Cruz da Ordem de D. Raimundo de Peñaforte e a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

RAQUEL QUELHAS LIMA


As grades da falta de interdito
Raquel Quelhas Lima é médica especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência. É Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, da Associação Psicanalítica Internacional e daFederação Europeia de Psicanálise. Tem também formação como Psicanalista de crianças e adolescentes. Exerceu actividade clínica hospitalar e, actualmente, exerce clínica privada dedicando-se à Psicanálise e Psicoterapia de crianças, adolescentes e adultos e à Supervisão de psicoterapias. Na Sociedade Portuguesa de Psicanálise tem tido funções formativas, directivas, organizativas e fez parte da Comissão de Ética. Presentemente, integra a Direcção do Instituto de Formação e Terapêutica Psicanalítica do Porto e a Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.

MÁRIO DE CARVALHO

© Inácio Ludgero

O Sexo com Sentido. Da Liberdade de Amar
Mário de Carvalho é licenciado em Direito. Participou nos movimentos estudantis e na resistência organizada à ditadura. Na prisão passou pela privação do sono (entre muitas outras). Depois de um breve exílio na Suécia, regressou após a Revolução de 25 de Abril. Para além do envolvimento político e do exercício da advocacia, conta com uma longa lista de publicações:romance e novela, conto, teatro, algumas delas traduzidas em várias línguas, como os romances Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde, Era Bom que Trocássemos Umas ideias Sobre o Assunto e o livro de contos A Liberdade de Pátio. Muitas das suas obras foram premiadas. Ultimamente, depois de Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão (prémio de ensaio do Penclube português) publicou a Ronda das Mil Belas em Frol. Este último, uma sequência ficcional de casos relativos a encontros sexuais, livres e descomprometidos, nem sempre felizes, tem motivado alguma discussão.

PEDRO FERNANDES


Se a nudez chegasse…
Pedro Fernandes é Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta.
É Sócio Candidato da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
Coordena a Equipa de Sexologia dirigida pelo Professor Júlio Machado Vaz. É também Coordenador da Comunidade Terapêutica de Adaúfe e Comentador na estação de televisão Porto Canal.

LUÍS OSÓRIO


Amar todos os dias cansa. Mas viver todos os dias cansa ainda mais…
Luís Osório dirigiu jornais e uma estação de rádio. Imaginou programas de televisão, encenou uma peça de teatro, participou em comissões governamentais, coordenou a comunicação política de uma campanha presidencial e é consultor empresarial. Comentou política, realizou documentários e foi premiado como jornalista e criativo. Tem livros publicados.

CONCEIÇÃO TAVARES DE ALMEIDA


Sonho, Fantasia e Identidade: construções do par analítico
Conceição Tavares de Almeida é  Psicóloga, Psicanalista, Membro Titular da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association. Representa actualmente a COWAP (Women and Psychoanalysis Committee – IPA) em Portugal.  É Vice-Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. É Assessora para a Infância e Adolescência do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direcção-Geral de Saúde. 

FREI BENTO DOMINGUES


Ser cristão e Psicanálise
Frei Bento Domingues é teólogo, dominicano. Colabora desde a sua juventude em várias iniciativas de carácter cívico. É um defensor da liberdade, da cidadania e dos Direitos Humanos. O reconhecimento da sua profunda dedicação a estas causas tem sido assinalado com a atribuição de diversos Prémios e Condecorações: Grande Oficial da Ordem da Liberdade, Medalha de Ouro de Reconhecimento e Mérito pela Universidade Lusófona, Prémio Ângelo de Almeida Ribeiro pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, Prémio dos Direitos Humanos pela Assembleia da República, homenagem “ Cidadania, Cultura e Teologia na Praça Pública”. Ensinou Teologia em Portugal, África e América Latina, é Membro da Assembleia do Instituto de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, Membro do Conselho de Ética e do Conselho Cultural do ISPA, Membro da Academia Pedro Hispano e Membro do Conselho Geral da Universidade do Porto.
São inúmeras as suas publicações: artigos, livros, crónicas.

CARLOS NOGUEIRA


gosto muito de ti
Carlos Nogueira é artista plástico e professor desde 1968. Integrou a representação oficial portuguesa à Bienal de Veneza, à Trienal de Arquitectura de Milão e à Quadrienal de Riga. Ganhou, entre outros, o Prémio Camões na 2a Bienal de Cerveira. Fez conferências, nomeadamente no Museu de Arte Contemporânea de S. Paulo e na Universidade Suíça de Mendrísio. Sobre ele escreveram autores tão diversos como Michael Archer e Mia Couto, João Barrento e Miguel Wandschneider, José Luís Porfírio e Ana Hatherly, Delfim Sardo e Caroline Hanckok, Luísa Neto Jorge e Siza Vieira, Alberto Campo Baeza, José Jiménes e Javier Maderuelo, Manuel Ayres Mateus e Luísa Soares de Oliveira. Em 2016 publicou o livro ” Textos de Trabalho”. Está representado em Museus e Colecções particulares em Portugal e no estrangeiro.

JOÃO SEABRA DINIZ


Este Espectáculo Desabalado da Vida
João Seabra Diniz é Psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e Membro da Associação Psicanalítica Internacional. Tem também a qualificação de Psicanalista de Crianças e de Adolescentes. Foi Membro da Comissão Nacional para o Ano Internacional da Criança (1979), Coordenador Nacional do Projecto de Apoio à Família e à Criança e Membro do Conselho Nacional da Família. Ocupou vários cargos na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com uma singular dedicação à área materno-infantil, às crianças privadas de meio familiar normal e à problemática das Adopções. Tem tido colaboração em revistas várias e outros meios de comunicação social. É autor do livro “Este Meu Filho Que Eu Não Tive – A Adopção e os seus Problemas”. Presentemente, dedica-se à clínica psicanalítica privada e ao trabalho na Sociedade Portuguesa de Psicanálise de que foi Presidente da Direcção. É, actualmente, Presidente da Direção do Instituto de Psicanálise.

JONATHAN SKLAR


Revisiting “A Child being Beaten” – Reflections on maternal sadism
Jonathan Sklar é psicanalista, Membro Didacta da Sociedade Britânica de Psicanálise, supervisor e formador no Instituto de Psicanálise (BPA) e formador convidado por Institutos de Psicanálise de vários países. Exerce clínica no sector privado. É também Professor na University College London. Foi Vice-Presidente da Federação Psicanalítica Europeia e é, presentemente, Presidente da CAPSA–International Psychoanalytical Association e Representante Europeu da Direcção da mesma. É Membro Honorário da Associação Psicanalítica da África do Sul e Membro Honorário da Sociedade de Psicanálise da Sérvia. Publicou inúmeros artigos em revistas nacionais e internacionais. Colaborou em “The young lady committing hara-kiri” and other essays, Franco Borgogno. Publicou ainda o livro Landscapes of the Dark – history, trauma, psychoanalysis e recentemente Balint Matters.

RUI ARAGÃO OLIVEIRA


Comentário à conferência de Jonathan Sklar
Rui Aragão Oliveira, PhD em Psicologia Clínica. É Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. É Psicanalista Titular e com funções didáticas na Sociedade Portuguesa de Psicanálise, full member da International Psychoanalytical Association e da Federação Europeia de Psicanálise. Exerceu atividade de docência universitária e investigação no ensino Público (Universidade de Évora) e Privado (Instituto Psicologia Aplicada). Dirigiu a Revista Portuguesa de Psicanálise e é membro do Editorial Board Psychoanalysis.Today e do Comité de assessores do Livro Anual de Psicanálise (Edição Portuguesa). É autor de um vasto número de artigos publicados em Revistas científicas da especialidade.

SOFIA ABOIM


Da pluralidade dos géneros nas sociedades contemporâneas: entre medicalização e cidadania sexual
Sofia Aboim é doutorada em Sociologia pelo ISCTE. É Investigadora Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Membro do GEXcel − International Collegium for Advanced Transdisciplinary Gender Studies, sediado nas Universidades de Linköping, Karlstad e Örebro na Suécia. Os seus interesses de investigação têm vindo crescentemente a incluir temas como género, sexualidade e cidadania. Tem publicado livros e artigos sobre estas temáticas, coordenando actualmente o projecto TRANSRIGHTS − Gender citizenship and sexual rights in Europe: Transgender lives from a transnational perspective, financiado pelo European Research Council.

PEDRO FREITAS


Género, Identidade e Disforia
Pedro de Freitas é medico, terapeuta e sexologista clinico, doutorado em Sexologia Clínica pela Maimonides University – The American Academy of Clinical Sexologists (AACS), Professor Associado na mesma instituição e Membro do Advisory Board. É também Membro da Sociedade Alemã de Sexologia, fazendo parte do “ Scientific Board”. É Presidente da Portuguese Academy for Sexoloy, Inc ( EUA). Foi Coordenador da Comissão Instaladora da Competência em Sexologia Clínica da Ordem dos Médicos. Vários prémios internacionais foram atribuídos aos seus trabalhos. Exerceu actividade clínica no Hospital Júlio de Matos e actualmente faz clínica privada.

ÂNGELA VILA REAL


(Dis)Pensar o Género
Ângela Vila-Real é psicanalista, Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association. É doutorada em Psicologia pela Universidade do Porto, Professora Auxiliar no ISPA. Ao longo dos anos tem ensinado Psicanálise e, actualmente, é docente em Psicanálise e Género. É fundadora e Presidente da IA- Identidades e Afectos, Associação dedicada à clínica e investigação relativa ao Género.

ADELINO CARDOSO


A sexualidade como operador de subjectivação e diferença
Adelino Cardoso é doutorado em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Presentemente, é Investigador do CHAM/Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa. Os seus interesses de investigação incidem particularmente sobre o pensamento moderno, fenomenolgia, filosofia e história da medicina. Publicou um número significativo de artigos e livros, nomeadamente: Amor e Subjectividade, Fulgurações do eu; Vida e percepção de si.

ANTÓNIO SERZEDELO


Sobrevivi alegremente à Psicanálise
António Serzedelo é licenciado em História.
Foi jornalista, Co-fundador do Semanário O Ponto e Director do Jornal “ O Sul”. Foi Fundador e Presidente do Comité dos Direitos Humanos do Povo Palestiniano em Lisboa, Membro fundador do Forum Ecologista e Alternativo, do Grupo “As Gravuras Não Sabem Nadar” – Foz Coa e da Associação “Abril” e Membro da Direcção  da Cooperativa “Cinequipa”. Foi Professor no Ensino Secundário, Assistente na Faculdade de Letras de Lisboa e na Universidade Lusíada. É o mais antigo militante activo, em Portugal, pelos Direitos dos LGBT, devendo-se-lhe o lançamento, em 13 de Maio de 1974, do Manifesto “Liberdade para as Minorias Sexuais”, publicado nos jornais Diário de Noticias e Diário de Lisboa. Foi também Membro fundador da Associação Opus Gay em 1977 de que é Presidente. Criou em 1999 o Programa de Rádio “Vidas Alternativas”, hoje nas Rádios Zero e Megaweb e  Vidas Alternativas Brasil. É responsável pelo projecto social “Envelhecer Fora do Armário”, entre outros. É Vereador, independente, na Câmara Municipal de Lisboa.

DEOLINDA SANTOS COSTA


As muitas faces de Narciso: o Andrógino
Deolinda Santos Costa é psicanalista, Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e Membro da International Psychoanalytical Association.
É formadora no Instituto de Psicanálise.

VASCO SANTOS


O Erotismo Despido pelos seus Solteiros, Mesmo.
Vasco Tavares dos Santos é Psicoterapeuta e Psicanalista. Exerce actividade clínica e docente. É Director Adjunto da Revista Portuguesa de Psicanálise e formador no Instituto de Psicanálise de Lisboa. É Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association. Tem colaboração diversificada nos domínios da reflexão literária e da Psicanálise aplicada. Desenvolve também, desde 1979, uma singular actividade de editor, tendo fundado a editora Fenda e dirigido a revista com o mesmo nome.

Comissão Científica

António Mendonça
Conceição Tavares Almeida
Cristina Fabião
João Seabra Diniz
Maria José Gonçalves
Rui Aragão Oliveira

Comissão Organizadora

Maria de Deus de Brito – Presidente
Maria da Conceição Simões
Edviges Guerreiro
João Mendes Ferreira
Paulo Azevedo
Tiago Chagas

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“Often, as I wander the evening streets of Manhattan, I gaze into lighted restaurants. There I spy people – principally women, but men, too (as well as those whose gender is not necessarily revealed by the appearance) – who, seated across the table from one another, lean raptly into the conversation. So many people, so many words. Every single hour of every single day (….) How come, I always wonder, there’s so much to say? What on earth could they still be talking about? Sexuality, intimacy, power?”

Muriel Dimen, Sexuality, Intimacy, Power



“The interpenetration of bodies required by the sexual act makes its endless variations ideally suited to represent desires, dreads, conflicts, and negotiations in the relations between self and others. Sexual experiences become powerful organizers of boundaries and self-representations. Bodily sensations and sensual pleasures delineate one’s skin, one’s outline, and the dialectics of bodily and sexual intimacies expose us, position us in relation to the other: over, under, inside, surrounding, against, yielding, controlling, adoring, enraptured, and so on.
Because it provides such powerful material for emotional experience, sexual desire in humans has become our most intimate arena for personal and interpersonal expression.”

Stephan Mitchell, Can Love Last?


“All our efforts at body modification, including our daily grooming rituals, are manifestations of this central human dilemmma: how to feel at home in one’s body. This involves two related psychic processes. First, we need to come to terms with the fact of the shared corporeality of mother and baby – the embodied version of psychic dependency – that ties us to the mother in a most concrete manner. Second, from the moment of birth onwards, healthy development involves the gradual separation of our own body from that of the mother (Laufer, 1968). Inevitably, this separation requires relinquishing the mother’s libidinal gratification of the body. Being-in-a-body thus both cofront us simultaneously with our dependency on the other and with the loss of oneness with the other. (…) The body is always reminding us that we live in one body, but that this body inevitably bears the trace of the (m)other.”

Alessandra Lemma, Under the Skin